No século XXI, já ninguém tem dúvidas: ele é um dos maiores actores do actual cinema norte-americano, capaz de se embrenhar totalmente numa personagem, por mais diferente e radical que ela seja.
A sua interpretação excepcional do activista homossexual Harvey Milk em Milk marca a sua quinta nomeação ao Óscar e basta ver as que lhe precederam para perceber o calibre de actor:
«A Última Caminhada (Dead Man Walking)», de Tim Robbins, Através da Noite, de Woody Allen, A Força do Amor, de Jesse Nelson, e Mystic River, de Clint Eastwood, pelo qual ganharia a primeira estatueta dourada.
Proveniente de uma família ligada à representação, Penn começou a actuar desde cedo e ganhou notoriedade no início dos anos 80 com os filmes «O Clarim da Revolta (Taps)» e «Viver Depressa (Fast Time at Ridgemont High)».
O êxito da crítica consolidou-se com O Jogo do Falcão, de John Schlesinger, e «Homens à Queima Roupa (At Close Range)», de James Foley, na mesma altura que o seu breve casamento com Madonna o colocou nas manchetes do jornais de todo o mundo.
A sua fama de indisciplinado acompanhou-o até ao início dos anos 90 quando, a partir de «O Prisioneiro do Passado (Carlito’s Way)», de Brian De Palma, começou a encadear actuações memoráveis com cada vez mais frequência e a conquistar o respeito e a admiração que o seu imenso talento merecia.
Nos últimos 10 anos, cada filme com Sean Penn é recebido com um entusiasmo crescente que o actor raras vezes defrauda, e que é comprovado pela sua presença recorrente nos melhores do ano.
Também por isso, ele é um dos que mais hipótese tem este ano de sair da cerimónia de entrega dos Óscares com uma estatueta dourada na mão.
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